SÍFILIS GESTACIONAL: FATORES DE PERSISTÊNCIA E DESAFIOS PARA A PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO VERTICAL
Resumo
A sífilis gestacional e congênita representa um importante desafio de saúde pública, persistindo mesmo diante da disponibilidade de diagnóstico e tratamento eficazes. Este estudo teve como objetivo analisar o cenário epidemiológico da sífilis em Santa Catarina, destacando os fatores que contribuem para sua manutenção e as estratégias utilizadas para o controle da transmissão vertical. Trata-se de uma revisão bibliográfica de natureza qualitativa, realizada a partir de artigos científicos e dados epidemiológicos publicados entre 2015 e 2025, obtidos nas bases SciELO, PubMed e no banco de dados do SINAN. Os resultados evidenciaram um aumento expressivo dos casos notificados no estado, sobretudo entre gestantes jovens e com menor acesso ao pré-natal adequado. O estudo evidenciou que falhas na triagem, atraso no tratamento e a falta de integração entre os serviços de atenção básica e especializada são os principais fatores associados à persistência da doença. Evidencia-se que o fortalecimento da capacitação dos profissionais de saúde, a ampliação do uso de testes rápidos e o acompanhamento contínuo das gestantes e seus parceiros são medidas essenciais para reduzir a incidência da sífilis gestacional e congênita em Santa Catarina, contribuindo para o cumprimento das metas de eliminação da transmissão vertical propostas pela Organização Mundial da Saúde até 2030.