EFEITOS DAS INFECÇÕES POR ARBOVIROSES DURANTE A GESTAÇÃO
Resumo
As arboviroses continuam sendo um importante desafio para a saúde pública, especialmente quando acometem gestantes, devido ao risco de repercussões maternas e fetais. O tema ganha relevância diante do aumento de casos de Dengue, Zika, Chikungunya e Oropouche no Brasil, doenças que compartilham o mesmo vetor e apresentam potencial de transmissão vertical. Diante desse cenário, o presente estudo teve como objetivo analisar, por meio de revisão bibliográfica, os impactos das infecções por arbovírus na saúde materno-fetal, bem como as principais lacunas existentes nas estratégias de prevenção e vigilância. Trata-se de uma revisão narrativa, baseada em publicações científicas indexadas e documentos oficiais de órgãos nacionais e internacionais de saúde, entre os anos de 2015 e 2025. Os achados desta revisão mostram que, embora compartilhem o mesmo vetor, as arboviroses apresentam impactos distintos na gestação, variando conforme o vírus e o período gestacional. Também foram identificadas lacunas relevantes, como acesso limitado ao diagnóstico molecular, vigilância obstétrica insuficiente e ausência de protocolos específicos para vírus emergentes, como o Oropouche. Diante disso, reforça-se a necessidade de ações práticas, incluindo o fortalecimento do pré-natal em áreas endêmicas, a testagem ativa de gestantes com febre aguda e maior integração entre vigilância epidemiológica e serviços materno-infantis. Esses elementos contribuem para a compreensão do tema e subsidiar políticas voltadas à proteção da gestante e do recém-nascido.